Como foi viajar pela primeira vez para fora do Brasil

Eu já tinha sonhado muito em pegar um voo para algum lugar fora do Brasil, porém não tinha condições financeiras de realizar esse propósito. Mesmo assim eu me atrevi a acreditar que ia conseguir. Até tinha feito um plano em um caderninho com os custos e os lugares para conhecer em Buenos Aires. Será que esse seria o meu primeiro lugar internacional para viajar de fato?

Depois de quase 1 ano deste plano, as coisas na vida profissional já tinham fluído muito. Então lá foi eu reservar a minha passagem e hospedagem em Buenos Aires. Nossa que emoção, eu nunca tinha pegado um avião sequer para nenhum lugar do Brasil, imagina para outro país. Calcula o tamanho da minha alegria.

Eu tinha comprado um voo de São Paulo com escala no Rio de Janeiro para Buenos Aires. Então sabia que ia ficar o dia todo viajando. O primeiro voo era às oito da manhã, por isso iria chegar por volta de umas seis horas da tarde na Argentina e feliz da vida.

O engraçado é que não foi uma viagem por um tempo de duas semanas ou um mês. Esse foi o início de uma aventura que durou quase 1 ano e meio por 12 países, e mais de 40 cidades. Pra quem não tinha experiência em viagem nenhuma no exterior, eu fiz uma grande coisa.

Na tarde anterior da minha viagem, lembro que tive o maior sufoco para fechar a minha mala de 20 kg que resolveu quebrar o zíper. Será que era porque eu queria levar praticamente o meu armário todo nela? Se você desse olhada dentro dele, só ia ver uns cabides que sobraram.

Respirei fundo para arrumar aquele zíper. Não dava para tentar comprar outra mala e eu não queria ter que arrumar tudo de novo e ter mais trabalho. Então deixei o zíper imóvel de lado e fui puxar o outro disponível. Ainda bem.

De noite me despedi da minha mãe que não estava acreditando que ia fazer essa viagem. Só quando ela viu a mala que acreditou. A despedida foi um momento que me deixou meio tocado. Nos abraçamos e eu prometi sempre ligar para dar notícias.

Levantei de madrugada para não ter risco de perder o voo por causa de atraso. Afinal quantas vezes já aconteceu de eu não poder ver um atraso que já queria chegar acompanhado dele.

Fui tomar o meu banho relaxante. Arrumei minhas coisas, me despedi outra vez de todo mundo que estava acordado (avó e mãe) e finalmente chamei o carro por aplicativo para o aeroporto de Guarulhos.

Acompanhado pela minha irmã na hora do check-in, a atendente no balcão pede os meus documentos para confirmar o voo e me pergunta:

– Você gostaria de ir em um voo direto para Buenos Aires? Vai sair às oito horas.

– Sim, claro – Nossa, que legal, não ia ter que pegar escala mais. Só eram três horas de voo direto. Depois disso, sabia que ali tinha começado a minha viagem com o pé direito.

Quando eu entro no avião, percebo que a minha poltrona não era comum, tinha um espaço maior e era cheia de botões. No outro compartimento do avião, tinha umas cadeiras mais econômicas, o que fazia todo o sentido para a minha passagem que também era econômica.

Fui tirar a dúvida com a aeromoça. Vai que depois querem cobrar uma taxa a mais por aquele assento que era da classe executiva, também apelidada de execurica por alguns influenciadores de viagem.

– Moça, olha a minha passagem, esse é o meu assento mesmo? – tentei confirmar com a aeromoça aquele equívoco.

– Sim, esse é o seu assento – me confirma. Lógico que eu não ia reivindicar o meu direto de ir classe econômica, né? Então já fui me acomodando e agradecendo a Jesus por ele ser tão legal.

O voo foi bem confortável. Comi à vontade e ouvi algumas músicas. Até um cobertor tinha para eu me enrolar na minha poltrona.

O legal de chegar no aeroporto de Buenos Aires foi ver aquelas plaquinhas em espanhol com instruções para onde ir. Foi aí que de fato já me senti em outro país.

No caminho até o meu apartamento alugado pelo Airbnb, eu reparei nas construções por onde passei que tinha um estilo mais clássico. No meu apartamento, no bairro de Palermo, eu fiquei de cara quando vi que tinha uma inesperada banheira. Será que quem gosta de passar um bom tempo no banho ia gostar?

Nossa, por mais essa ótima supresa eu não tinha esperado. Aquele banheira e eu. E eu e aquela banheira. Os dias de molho com músicas no celular tinham chegado, sem ninguém batendo na porta. Eu só amei. Fui muito feliz nesse meu novo caso de amor que durou um mês, mas que ficou marcado para a eternidade. Aquilo tudo era um sonho? Melhor, era real.

Olha quem eu encontrei andando pela ruas do bairro de San Telmo

João Pessoa, conheça 4 lugares imperdíveis

Você gosta de praias com águas mornas, cristalinas e areia clara? Então João Pessoa, capital do estado nordestino da Paraíba, é um destino imperdível para aproveitar o mar da Praia de Tambaú, as piscinas naturais de Picãozinho e a Praia do Jacaré, ideal para apreciar o pôr do sol. Na parte cultural e gastronômica, visite as diversas lojas no Mercado de Artesanato Paraibano.

Venha conhecer 4 locais espetaculares em João Pessoa, também apelidada de Jampa:

1 – Praia de Tambaú

A Praia de Tambaú é considerada uma das melhores da capital paraibana e por isso é a mais badalada. Lá você vai poder relaxar e se divertir em uma paisagem natural repleta de coqueiros, mar com ondas amenas, águas mornas, cristalinas e de cor esverdeada nas regiões mais afastadas da orla.

Perto desta praia, existe uma estrutura para você se hospedar, beber e comer com satisfação. Aproveite para experimentar a carne seca ou buchada de bode, pratos típicos regionais. No calçadão, quiosques estão disponíveis para tomar uma água de coco refrescante no calor do nordeste.

Mar calmo e beleza nervosa na beira da Praia de Tambaú
Reprodução/Instagram @tacionorton

2 – Piscinas naturais de Picãozinho

Nas piscinas naturais de Picãozinho, a única coisa ruim é a hora de ir embora. Nesta região que fica mar adentro da Praia de Tambaú, a uma distância de 1500 metros, a maré baixa acaba formando piscinas com águas cristalinas e mornas, onde é possível mergulhar e ver peixinhos de diferentes cores “passeando”.

O valor deste passeio pode custar de R$ 25 até R$ 50. É possível comprá-lo na Apetep (Associação dos Proprietários de Embarcações de Turismo de João Pessoa), que é uma das empresas disponíveis no calçadão de Tambaú. O trajeto da praia até o recife de Picãozinho dura em torno de 15 minutos. O tempo estimado do passeio de barco é de 3 horas.

Beleza paradisíaca no nordeste caribenho
Reprodução/Instagram @passear_turismo

3 – Praia do Jacaré


Na Praia do Jacaré, em Cabedelo, cidade próxima de João Pessoa, o momento mais lindo do dia para estar presente é no pôr do sol. Nada como observar os últimos segundos do dia com uma vista do horizonte do Rio Paraíba.

Caso prefira, você pode fazer o passeio de barco que é vendido na plataforma de frente ao mar. Outra opção seria pagar o couvert de entrada em um bar perto da orla, para garantir uma vista privilegiada da paisagem do fim de tarde.

O ponto alto desta praia é o pôr do sol
Reprodução/Instagram @betinho_99

Para deixar ainda mais charmosa a experiência, o saxofonista Jurandy toca um belo bolero em um pequeno barco que vai deixar a sua visita inesquecível. Nas proximidades da praia, existem restaurantes, quiosques e bares para beliscar algum petisco, comer uma tapioca ou fazer uma refeição completa e fechar o dia com chave de ouro.

5 – Mercado de Artesanato Paraibano

O Mercado de Artesanato Paraibano (MAP) possui dois andares, estilo colonial, teve a sua inauguração em 1991 e é considerado um ponto turístico indispensável. Muitos visitantes vão lá para comprar lembrancinhas que têm particularidades da arte local.

Além disso, as mais de 120 lojas oferecem roupas, redes, bordados, refeições e até doces típicos para você entender a cultura regional mais de perto. Se você preferir, é possível ir a pé da Praia de Tambaú até o MAP.

Passear no Mercado de Artesanato Paraibano é ver mais de perto a cultura da região
Divulgação/MAP

Endereço: Av. Sen. Ruy Carneiro, 241, Tambaú, João Pessoa, Paraíba
Horário: segunda a sábado das 9h às 19h, domingos das 9h às 15h.

Via Tripadvisor, Melhores Destinos, Guia Viajar Melhor, Quanto Custa Viajar e MAP.

Rota 66 nos Estados Unidos é cenário de viagens reais e filmes

A Rota 66, nos Estados Unidos, que vai de Santa Mônica até Chicago, é uma das mais famosas estradas de filmes e também pelo menos por mim é um destino desejado, principalmente para aqueles que buscam uma road trip (viagem de carro) bem inspirados naqueles naquelas de cinema. Mas não é só estrada, não. Existem várias construções no meio do caminho para conferir.

A origem da Rota 66 é de 1938 e ela estava sendo desenvolvida para ser uma autoestrada que viria a criar 96 rodovias. Inicialmente foram projetados 4 mil km de extensão. No caminho é possível passar por 200 cidades e oito estados. Uma placa com o aviso “Mid Point” informa os viajantes da metade do caminho.

Bem na beira da Rota 66 tem o Museum Oklahoma. No local estão memórias, fotos e objetos antigos, a entrada custa US$ 7. Esse pode ser considerado um dos lugares mais emblemáticos da viagem.

Uall, que legal esse museu
Divulgação/Travel Oklahoma

Uma das curiosidades da estrada é o primeiro restaurante do MC Donald’s, que está na rota de San Bernardino, na Califórnia. Quem assistir ao filme Fome de Poder (The Founder), baseado em fatos em reais, vai poder rever a unidade da franquia de sucesso de lanches rápidos anos depois da construção.

Mc Donald’s, onde tudo começou
Reprodução/Embarquenaviagem

No estado do Texas, na cidade de McLean, está o museu do arame farpado, conhecido como Tribute To Barbed Wire.

Quem já imaginou que pudesse existir um museu de arame farpado?
Reprodução/TripAdvisor

Existem vários filmes que trazem a Rota 66 como cenário. O Na Estrada (On The Road) dirigido pelo brasileiro Walter Salles, em 2012, conta uma história baseada em fatos em reais relatada pelo escritor Jack Kerouac. Foram sete anos de viagem pela rota que originaram as experiências que foram parar no filme.

Uma longa distância não deixa de ter uma longa história
Reprodução/Acesso Cultural

Quem assistiu ao antigo Sem destino (Easy Rider, 1969) vai se sentir inspirado a fazer o mesmo trajeto. O filme conta a história de dois amigos que começam uma viagem de moto. Eles iniciam a jornada na cidade de Los Angeles e vão até New Orleans, onde haverá uma festa do Mardi Gras, que é algo equivalente ao carnaval no Brasil. Outros títulos como Forrest Gump, Golpe de Mestre e a série Route 66 têm também a estrada como cenário.

Sem Destino foi um dos filmes que se passam na Rota 66
Reprodução/MUBI

Como foi passear pelo centro de San José, na Costa Rica

Na segunda vez que visitei San José, na Costa Rica, país que fica na América Central, vi novidades que eu não tinha percebido antes. O centro de San José é pequeno, mas suficiente para um passeio casual.

No centro de San José, no Museo del Jade, você poderá ter mais contato com a história do país pelos vestígios arqueológicos. Perto está o Museu Nacional da Costa Rica que conta a história do país desde a época pré-colombiana, ou seja, antes da chegada de Colombo.

Museu del Jade bem no centro da Costa Rica

No dia que passei por lá, o clima estava um pouco frio e até meio nublado nas montanhas que rodeiam a cidade. San José não é uma cidade com muitos atrativos turísticos, então não tem porque ficar muitos dias por lá, sem contar que o preço das coisas são caros. Evite pegar o táxi em horários de pico, pelas 17h00, porque o trânsito, como toda cidade grande, pode deixar ainda mais cara a sua corrida.

O ponto forte da Costa Rica são as praias, para isso, existe a opção de ir para a cidade de Puerto Viejo, que tem diversas praias lindas. Tem também mais cidades com atrativos naturais exuberantes como o Parque Nacional Manuel Antonio e o Parque Nacional Volcan Tenório que também são outro ponto forte do país.

Aproveite para ir no Jardim Botânico Lancaster que fica perto de San José, na cidade de Cartago, a uma hora da capital.

Museu Nacional da Costa Rica, e o clima insistindo com as nuvens. Nada que uma jaqueta jeans não resolva

Exposição do corpo humano em plena praça no centro

Obra de arte inspirado no formato humano

Passeando pelos arredores do centro de San José
No andar inferior desta praça tem mais um espaço com exposições
Praça no centro com bandeira esvoaçando no fundo

Dica de transporte

Se você está chegando pelo aeroporto, mande um e-mail para o seu hostel ou hotel para que te mandem as opções de transporte disponíveis. Além do táxi, existem ônibus que passam em frente ao aeroporto que vão para o centro e não custam caro. Sempre evite o horário de pico para fugir do congestionamento.

8 lugares imperdíveis para conhecer em São Paulo

São Paulo tem muito atrativo turístico. Tem parques, museus, restaurantes, teatros e comércios para diversos gostos. O Parque Ibirapuera, a Avenida Paulista, o Edifício Martinelli, o Museu da Caixa Econômica Federal, o Teatro Municipal, o Mercado Municipal, o bairro da Liberdade e o Parque da Luz são pontos básicos que todo turista provavelmente vai gostar de visitar.

Para escolher a sua hospedagem, evite lugares que estejam próximos dos seguintes bairros: Sé, República, Luz e Júlio Prestes. Não recomendo andar por essa parte do centro de São Paulo sozinho de dia, e ainda mais de noite, pois pode ser perigoso. Apesar de não acontecer nada comigo por lá, é bom evitar essas regiões.

E aqui vão os lugares baseados no meu gosto para você conhecer:

1 – Parque Ibirapuera

O Parque Ibirapuera é um oásis em meio a uma selva de pedra como São Paulo. Eu simplesmente amo esse parque que tem um espaço enorme seja para pedalar de bicicleta, caminhar, correr, comer, fazer piquenique ou apenas ficar observando o enorme lago com os chafarizes.

Lago do Parque Ibirapuera

A beleza da natureza é o ponto forte deste passeio. Existem também as diferentes exposições nos museus, eventos nos pavilhões e as atrações que acontecem por lá durante todo o ano ou um período breve.

Paisagem natural no meio de uma cidade gigantesca
Esse é o Monumento às Bandeiras que fica de frente ao Parque Ibirapuera. Essa grande escultura é uma homenagem aos bandeirantes dos séculos XVII e XVIII

Dica hospedagem na região:

Ibis São Paulo Ibirapuera

Curta a sala de estar com conforto
Divulgação/Hurb

Bourbon Convention Ibirapuera

Arte é o que não falta neste hotel
Divulgação/Hurb

Comfort Ibirapuera Atlantica

Aproveite uma tarde ensolarada nesta piscina
Divulgação/Hurb

2 – Avenida Paulista

Aqui você vai sentir como é o auge da urbanização de São Paulo que abriga opções para comer, beber, se entreter com arte, música ou exposições. Você também pode simplesmente caminhar e relaxar por lá.

Parque Trianon

Essa pequena área verde sobrevive no meio da agitada “Paulista”, como chamam os frequentadores da avenida. O projeto do parque foi feito pelo paisagista frânces Paul Villon e o inglês Barry Parker.

Você consegue levar as crianças no playground, se mexer nos aparelhos de ginástica e caminhar pela trilha do fauno (caminho com 11 estações e 600 metros que liga a avenida Paulista com a Alameda Santos).

Essa dica é para se você se cansar de andar no meio dos prédios, já tem um lugar para respirar melhor e descansar em um banquinho. Parece até que você sai de São Paulo.

Tem verde também no meio da selva de pedra
Reprodução/Seu Mochilão

Livraria Cultura

Você curte de leitura? Não deixe de passar pela Livraria Cultura e parar um pouco para ler aquele trecho do seu livro desejado. Nesta livraria de vários andares e estilo moderno, você também consegue tomar um café, comer alguma coisa e bater um papo com um amigo.

Livros para relaxar em algum sofazinho
Reprodução/Wikipédia

MASP – Museu de Arte de São Paulo

Esse é o conhecido MASP que é um museu privado sem fins lucrativos e considerado o mais importante de arte europeia do Hemisfério Sul. O acervo do MASP contém mais de 11 mil obras entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e trajes de diferentes épocas que mostra a cultura de vários povos como o europeu, o africano, o asiático e o das Américas.

Outra coisa legal é que no vão do museu, você pode ver o Vale do Anhangabaú que faz parte do Centro Histórico de São Paulo.

O MASP tem uma arquitetura moderna e sóbria
Divulgação/MASP

Mirante do SESC Paulista

O SESC Paulista tem atrativos como exposições e diferentes atividades como peças e shows. O que mais chama a atenção neste lugar é o Mirante que fica no 17º andar, de lá é possível ter uma vista mais ampla da Avenida Paulista, desde o bairro da Consolação até o Paraíso.

Os ingressos para o acesso do Mirante são gratuitos e estão disponíveis até quando esgotarem. O início da liberação dos ingressos é na sexta-feira ao meio-dia.

Dica hospedagem na região:

Mercure São Paulo Jardins

Mercure São Paulo Jardins, hotel está próximo da Avenida Paulista

Transamerica Prime International Plaza

Vista dos edifícios em frente à piscina
Divulgação/Hurb

Grand Plaza São Paulo Jardins

Hidromassagem com vista para os edifícios da região
Divulgação/Hurb

3 – Edifício Martinelli

Esse já foi um dos prédios mais altos da América Latina e de São Paulo, sendo o primeiro mais alto da América do Sul. Hoje o terraço do edifício está aberto para visitação. A vista de lá é sensacional e você tem um guia que fala de detalhes e curiosidades da história desse edifício. A inscrição gratuitamente pode ser feita pelo site.

Martinelli foi um imigrante italiano sem recursos que conseguiu crescer financeiramente em São Paulo e realizou o sonho de construir o maior prédio da América Latina, o que na época causou terror no moradores locais que sentiam medo de uma queda do edifício.

Edifício Martinelli já foi o primeiro arranha-céu de São Paulo Divulgação/@edificiomartinelli no Instagram

Um ponto alto deste passeio é que você tem uma vista para todos os cantos da cidade de São Paulo e vai ver como grande ela é.

Dica de hospedagem na região:

Hotel Dan Inn Planalto São Paulo Classic Nacional inn

Caminhe aproximadamente 10 minutos do hotel até o Edifício Martinelli
Divulgação/Hurb

4 – Mercado Municipal

O Mercado Municipal está localizado no Centro Histórico, recebe quase 50 mill pessoas por dia. Lá você vai encontrar frutas, verduras, comidas, chás e diversos tipos de lojas para você conhecer. Aproveite para comer o famoso sanduíche de mortadela, mas saiba que vem bastante mortadela de recheio. Dependendo da sua fome, dá para dividir por dois.

Considerado o maior ícone gastronômico do país, o Mercadão, como também é chamado, recebeu a tocha olímpica no dia 14 de Julho de 2016, o que deu mais destaque para o lugar como um ponto turístico da cidade.

Mercado Municipal de São Paulo, vale uma visita
Divulgação/Mercadomunicipalsp

Dica de hospedagem e passeio:

Se você quer realmente ficar no Centro Histórico de São Paulo, recomendo a sugestão de hospedagem do tópico de cima. Caso você se hospede mais perto da Avenida Paulista, tem como ir até o Mercado Municipal e aproveitar para passar pelo Edifício Martinelli e oTeatro Municipal que estão bem próximos a pé mesmo.

5 – Bairro da Liberdade

Esse bairro é considerado a maior comunidade japonesa fora do Japão. Então aproveite as diversas lojinhas com coisas típicas do país asiático como quimonos, panelas e iguarias asiáticas importadas.

Caminhe pelas ruas que tem postes e decoração de luz no estilo japonês e passe por algum restaurante nem que seja para comer um Yakisoba, um sushi ou lámen.

Bairro da Liberdade em São Paulo é um reduto da cultura japonesa e asiática

Dica de hospedagem

Glória Plaza Hotel

Gloria Plaza está bem no bairro da Liberdade
Divulgação/Hurb

6 – Teatro Municipal

Só a fachada deste teatro já é um belo motivo para uma foto. Esse edifício histórico, que tem mais de 110 anos de história, recebe apresentações artísticas de várias categorias como dança, musical, teatro, exposições, entre outras. A construção do Teatro Municipal veio satisfazer o desejo da alta sociedade de assistir a espetáculos de grandes artistas da música lírica e do teatro.

Teatro Municipal de São Paulo
Interior do Teatro Municipal/Divulgação

Você pode agendar uma vista pelos diferentes espaços do edifício pelo site do lugar.

Essa região é bem no centro antigo da cidade. Cuidado ao caminhar por lá. Não fique mexendo no seu celular.

7 – Centro cultural da Caixa Econômica Federal

O Museu da Caixa Econômica Federal fica bem no Centro Histórico de São Paulo de frente à Praça da Sé. Existem diversos móveis, como máquinas de escrever, e outros documentos preservados que se referem à economia do país. Você vão poder dar uma olhada em ambientes antigos que eram escritórios administrativos da Caixa. Além disso, existem exposições artísticas e fotográficas espalhadas pelos andares do prédio.

Vista da Praça da Sé e da Catedral da Sé do edifício da Caixa Cultural

Máquinas e cadeiras de escritório antigas

Essa é região exige bastante cuidado ao passear por lá. Não mexa em aparelhos eletrônicos e não fique parado. Passe rápido pelas ruas, ainda mais se estiver desacompanhado.

8 – Parque da Luz

Essa região tem três atrativos próximos: o próprio Parque da Luz com seus jardins de estilo francês e italiano, a Pinacoteca de São Paulo que tem exposições de obras de arte e o Museu da Língua Portuguesa que aborda a riqueza cultural e do vocabular do idioma nacional.

Parque da Luz

Aqui você encontra diversas obras artísticas e pode até tomar um café em frente ao Parque da Luz
Pinacoteca/Divulgaçao

Museu da Língua Portuguesa, localizado na antiga Estação da Luz

Também não fique muito tempo parado nas ruas da região e tome cuidados com os seus pertences.

Vou deixar aqui uma dica de oferta para voo, hospedagem e café da manhã para São Paulo.

Vista aérea do Parque Ibirapuera
Divulgação/Hurb

Aqui vou deixar mais opções de hospedagem para você quer ficar em partes mais tranquilas de São Paulo e próximas do centro:

Blue Tree Premium Paulista

O hotel Blue Tree Premium Paulista está a uma quadra da Avenida Paulista
Divulgação/Hurb

Vila Galé Paulista

O hotel está próximo da Avenida Paulista e Rua Augusta

Braston Voa Business Hotel

A 800 metros da Estação de Metrô do Anhangabaú e perto de restaurantes, teatro e cinema

Florianópolis: 7 praias lindas da região norte da ilha

A ilha de Florianópolis, localizada no estado de Santa Catarina, no sul do Brasil, é repleta de praias muito bonitas. Se você vai se hospedar ou até morar na região norte da cidade, precisa conhecer melhor o que te de bom nas proximidades.

Eu morei por mais de um ano no bairro dos Ingleses. Por causa da localização, consegui visitar diversas praias do norte de Floripa que tem as águas mais mornas em comparação às praias de outras regiões.

Você pode se hospedar no bairro dos Ingleses ou de Canasvieiras, por exemplo. A Praia Brava e a do Santinho ficam mais perto dos Ingleses. Enquanto a Praia da Daniela, do Forte, Lagoinha da Ponta das Canas e Santo Antônio de Lisboa ficam mais perto de Canasvieras.

Na região norte, já vai dar para explorar todas essas praias sem percorrer longas distâncias.

Vamos pela ordem, da mais bonita, na minha opinião:

1 – Praia da Daniela

A Praia da Daniela é a primeira da lista porque eu gosto da água mais morna e das poucas ondas que o mar de lá tem, o que se torna uma ótima opção para levar as crianças. Aproveite para mergulhar sem se preocupar com as fracas ondas.

O fim de tarde é presenteado com um bonito pôr do sol que não é o mais bonito de Floripa, mas tem o seu destaque. Leve um guarda-sol resistente porque o vento lá bomba. Teve uma vez que o meu guarda-sol fraquinho voou lá para atrás no mato e aí eu tive que buscar. Fui obrigado a desbravar aquela mata e me arranhei um pouco.

Qualquer coisa, tem como alugar cadeira e guarda-sol. Dependendo da época, o valor pode ser de R$ 10 a R$ 20 cada um. Em todas as praias você encontra esse serviço.

Dia de sol no mar da Daniela

Ah, se você quer evitar o trânsito em datas mais movimentadas, chegue cedo e saia por volta de umas 14:30 ou 15h00. Acredite, o trânsito nessa região e em qualquer parte de Floripa não é brincadeira.

Se você não for levar a sua comida, então saiba que vai ser preciso esperar um tempo a mais para ser atendido por causa das poucas opções de restaurantes da região.

Fim do dia em Daniela

Dica de hospedagem

O centro da cidade de Floripa não fica perto de nenhuma praia bonita e ainda mais longe do norte da cidade. Evite se hospedar por lá.

Vai ficar mais fácil chegar na Daniela se hospedando em Jurerê Internacional:

Jurerê Beach Village

Hurb/Divulgação

2 – Lagoinha da Ponta das Canas

Essa foi uma bela surpresa. Eu nunca tinha visto essa praia na lista dos blogs por aí. Você gosta de água morna, areia extensa e pedras nos cantos? Então é lá que você tem que ir. As águas da Lagoinha da Ponta das Canas são cristalinas. Pelo menos quando eu fui eram. As ondas bem tranquilas e o tom claro já deixa o visual do mar mais encantador.

Canto direito da Praia Lagoinha da Ponta das Canas

Essa região é bem residencial, então leve o seu lanche ou sua refeição. Na realidade, em épocas mais agitadas, sempre recomendo levar a sua comida por causa dos preços absurdos praticados pelos comércios e até mesmo comerciantes ambulantes.

Na parte esquerda da praia, tem um pequena trilha, um mirador e pedras

Dica de hospedagem

Essa opção está em Ponta das Canas, próximo da Lagoinha da Ponta das Canas:

Residencial Apart Hotel Carolina

Hurb/Divulgação

Hotel Costa Norte Ponta das Canas

Hurb/Divulgação

3 – Praia do Forte

Esse lugar é um pouco afastado, mas é mais tranquilo se você não gosta de tanta muvuca. O mar tem uma das águas mais quentes em comparação às das praias que já visitei. Ah, só para destacar, em nenhuma praia de Floripa existe águas mornas fora do verão, viu.

A Praia do Forte tem ondas tranquilas, uma boa faixa de areia e uma parte histórica. O fim do dia pode te apresentar um pôr do sol com uma paisagem inesquecível. Essa praia está perto de Daniela e Jurerê Internacional, que apesar de ser bem conhecida e com casas de alto padrão, não me chamou a atenção.

O dia não estava de muito de sol na Praia do Forte
Fim do dia compensou a visita na praia

Dica de hospedagem:

IL Campanario Villaggio Resort – Bairro de Jurerê Internacional

Hurb/Divulgação

4 – Ingleses

O melhor lugar desse balneário é no cantinho direito perto da plataforma de madeira. Lá você vai encontrar águas transparentes na cor esverdeada. Vai depender de como está o calor para a temperatura da água estar agradável. Por ser uma região disputada em dias mais movimentados e com faixa de areia menos extensa, chegue mais cedo. Tem também umas dunas por lá que dá para tirar belas fotos.

Águas cristalinas no canto direito da Praia dos Ingleses
Dunas da Praia dos Ingleses
Morei mais de um ano perto deste paraíso no verão, porque depois é só água fria

Essa foi a praia que mais frequentei por causa da proximidade de onde estava morando e fica do lado da praia do Santinho que tem águas frias, isso quando não estão geladas. O que vale a pena por lá é a paisagem mesmo.

Paisagem da Praia do Santinho, considerada uma das mais limpas do Brasil

Dica de hospedagem

Bairro dos Ingleses:

Ingleses Park Hotel

Hurb/Divulgação

Ingleses Praia Hotel

Hurb/Divulgação

Bairro do Santinho

Costão do Santinho

Hurb/Divulgação

5 – Canasvieiras

A praia da Canasvieiras está em um bairro mais organizado, tem uma faixa de areia extensa que foi ampliada e um mar lindo em dias ensolarados. As águas podem estar azuladas, dependendo do dia. As ondas são um pouco mais agitadas, mas nada muito exagerado. Ali você consegue ficar bem se estiver com um bom guarda-sol que aguente rajadas fortes de vento.

Existe uma oferta diversa de bares e restaurantes na beira da praia para você se deliciar. O centrinho do bairro tem diversos comércios, lojinhas e restaurantes. Aproveite para comprar alguma lembrancinha nas lojinhas de artigos “dos bolivianos”.

Sol bombando perto na plataforma, também chamada de trapiche, em Canasvieiras
Uallll. Pôr do sol deslumbrante em Canas, apelido de Canasvieiras

A noite chegando com tons laranjas no céu em uma das tardes no bairro

Dica de hospedagem:

Mar de Canasvieiras Hotel e Eventos

Hurb/Divulgação

Pousada Tissiano

Hurb/Divulgação

Tropicanas Hotel

Hurb/Divulgação

6 – Praia Brava

Nesta praia, eu fui todas às vezes através de uma trilha que começa no fim da Praia das Gaivotas, que fica no final esquerdo no bairro dos Ingleses. A trilha demora em torno de 1h30, o que varia conforme a sua disposição. No caminho da trilha, você consegue ver uma paisagem deslumbrante com vista para o mar, pois o caminho é aberto para o oceano.

Vista no caminho da trilha da Praia das Gaivotas até a Praia Brava

Na própria Praia Brava você encontra um mar com várias ondas de força fraca ou média. As águas podem estar em uma temperatura boa para mergulhar no verão e terem uma cor transparente mais para o tom azul.

Essa região é mais isolada e repleta de casas e condomínios de médio e alto padrão. A disponibilidade de comércios é bem limitada, porém você ainda encontra um mercadinho no centrinho do bairro.

Tarde ensolarada na Praia Brava

Existe o passeio de parapente, aquele que parece com paraquedas. O atrativo você encontra na praça Emília Grattoni Gomes.

Dica de hospedagem

A Praia dos Ingleses está perto da Praia Brava se você vai de carro, então uma hospedagem por lá acaba sendo mais atrativa pelas opções de comércios, lojas e restaurantes bem mais diversa.

Costa Norte Ingleses Hotel

7 – Santo Antônio de Lisboa

Você ficou o dia inteiro na praia e agora quer um reduto de restaurantes para comer frutos do mar ou diversos pratos? Então vá em Santo Antônio de Lisboa, lá tem diversas opções gastronômicas para provar.

Santo Antônio de Lisboa de fato não é atrativo para se banhar. A areia é cheia de pedrinhas e o mar menos convidativo por ser mais frequentado por barcos de pescadores.

Mas você pode aproveitar a vista lindíssima do final da tarde para admirar o pôr do sol espetacular que é o grande ponto forte de lá. Não deixe de se deliciar com os comes e bebes em algum bar/restaurante por ali.

Sol dando os seus últimos brilhos no dia em Santo Antônio de Lisboa

Não muito distante para a direita, tem a Praia de Sambaqui que é quase no mesmo estilo de Santo Antônio de Lisboa. Se você tiver com um tempo sobrando, dê um pulo por lá no fim do dia.

Sol se despedindo na Praia de Sambaqui

Dica de hospedagem

Essa região fica mais perto de Canasvieiras, por isso é melhor procurar uma opção por lá.

Mais lugares para se hospedar na região norte de Floripa:

Belluno Apart Hotel – Praia Cachoeira do Bom Jesus

Hurb/Divulgação

Hotel Porto Sol Beach – Praia Cachoeira do Bom Jesus

Dica de pacote de viagem para Floripa:

Florianópolis: Aéreo + Hospedagem + café da manhã

Divulgação/Hurb

Como quase fui absurdamente impedido de sair do México

Essa é uma história absurda que aconteceu comigo. Imagina você chegar no aeroporto para ir para outro país e a atendente fala que não vai fazer o seu check-in? Eu não acreditei na hora.

Vamos lá. Tudo começou quando eu fui pegar o meu voo para a San José, na Costa Rica, sendo que eu estava no aeroporto de Cancún, no México. Eu tinha comprado a passagem com escala na Cidade no México porque estava mais barata. Guarda essa informação que ela é essencial para a minha viagem.

No momento do check-in, a atendente pede o meu passaporte para conferir o meu voo. Depois ela vai olhar lá na folha de carimbo, acha o carimbo de entrada do México e diz:

– Você não vai poder pegar o voo porque o seu carimbo é da entrada por terra – Na hora, eu simplesmente não acreditei. Como assim?

Então quer dizer que quem entra no México por terra só pode sair pela fronteira por terra? Não pode pegar um avião para sair do país? Que absurdo é esse, gente? Nunca tinha visto isso em lugar nenhum. Não é possível uma coisas dessas.

Na hora eu arregalei os meus olhos não absorvendo aquilo e já ficando desesperado para não perder o meu voo. Era só o que faltava eu não conseguir viajar para a Costa Rica porque o carimbo de entrada era da fronteira terrestre. Na época, eu tinha entrado no México pela Guatemala.

– Como assim isso? Eu entrei pela Guatemala no México e esse foi o carimbo que a fronteira me deu. Como que eu não posso pegar o meu voo para sair do país? – já fui falando atônito.

– Você tem que ir até na imigração na Cidade do México para resolver isso – me avisa a atendente, muito da incompetente.

Na hora, eu pude me safar dessa enrascada porque o voo tinha um escala na Cidade no México, então já fui avisando logo para ela. Nossa, esse povo é muito irresponsável, ela nem tinha visto que o meu voo tinha escala lá e já foi logo querendo estragar a minha viagem e atrasar toda a minha vida. Achei muita burrice e um absurdo sem igual. Fala sério!!

Aeroporto de Cancún. Mal sabia o que me esperava

– Eu vou resolver esse problema do carimbo lá, moça – fui falando repetidamente com o maior medo de ficar muito tempo no check-in e acabar perdendo o voo. Ainda bem que eu tinha chegado com antecedência de mais de duas horas, porém ainda assim queria ser resolver essa palhaçada o mais rápido possível.

Depois de mais alguns minutos, quando pensei que tinha resolvido esse problema. A atendente veio me falando que eu tinha que ter passagem de saída da Costa Rica. Nossa, agora veio mais essa.

Eu já tinha entrado na Costa Rica sem exigência de passagem de saída nenhuma. A empresa aérea deveria ser obrigada a avisar esse tipo de coisa para as pessoas que estão voando para lá.

No Panamá, as empresas aéreas já avisam antes da venda do voo que é necessária uma passagem de saída do país e assim não atrasa a vida de ninguém. Quando fui no Panamá, já comprei antecipadamente a minha passagem de saída de lá sem crise, sem surpresa nenhuma. Nossa, é sério. Eu nunca vi e nem tinha visto uma empresa aérea tão irresponsável na minha vida quanto essa do México.

Depois dessa, eu fiquei falando que nunca tinha visto isso e acabei exigindo a presença do gerente da companhia. Falei sobre a situação e pedi ajuda. O gerente acabou me deixando entrar na sala dos atendentes para eu conseguir comprar uma passagem de saída da Costa Rica.

No computador eu pesquisei uma empresa de vans que fazia viagens da Costa Rica para o Panamá e fiz a reserva. Na hora, o site manda para você a reserva, porém a confirmação e a compra vinha depois de 24 horas. Como eu não ia de novo para o Panamá, só fiz a reserva, imprimi e entreguei para o atendente do check-in. O meu plano foi cancelar essa passagem assim que entrasse na Costa Rica. Fica aí a dica.

Depois que o atendente, FINALMENTE, imprimiu a minha passagem, eu consegui ficar aliviado. Nossa, nunca tinha tido tanta dificuldade para sair de um país. Nem era época de pandemia, nem nada.

Assim que passo pela imigração e pelo raio-x, me sento em uma cadeira para esperar o meu bendito voo para a Cidade do México. Quando parecia que podia relaxar sossegado, vieram três policias, dois homens e uma mulher até mim e pediram para revistar a minha mala e a mochila. Nossa! Eu tinha acabado de sair do raio-x, gente!

A policial com cara de canina raivosa me encheu de perguntas:

– De onde você é? Para onde vai? De onde veio? Ficou quanto tempo no México? Por que veio? Onde estava hospedado? O que tem na sua câmera digital? Por que ficou tanto tempo no México? O que faz? Onde mora no Brasil? – Nossa, parecia que aquilo não estava sendo real. Tenha dó, né?

Eu fui respondendo às perguntas dela enquanto um policial ia mexendo na minha câmera digital para ver as fotos.

Após tantos questionamentos e revistas, a policial viu que eu não tinha nada de mais, me deixou em paz e foram atormentar outra pessoa talvez. Eu não tinha visto, nem ouvido nenhuma abordagem desta na sala de embarque.

E ainda tinha que resolver o caso do visto do meu passaporte quando eu chegasse na Cidade do México. Quando cheguei lá, a primeira coisa que fiz foi procurar a imigração no aeroporto. Achei um balcão com um atendente da imigração e perguntei para ele sobre o meu carimbo de entrada terrestre no meu passaporte e até mostrei-o.

Adivinha só qual foi a resposta? Não tinha problema nenhum aquele carimbo. Isso mesmo, não tinha problema. Na hora eu estava tão atordoado pela confusão no aeroporto de Cancún que sinceramente duvidei do próprio atendente da imigração e por isso fui perguntando várias vezes a mesma coisa para eu ter certeza.

– Isso não tem problema, é certeza. Aqui é a imigração! – exclamou o rapaz que me atendeu. Eu fiquei chocado que todo aquele rolo, aquela palhaçada, no aeroporto foi pura falta de responsabilidade da companhia aérea. Meu amigo leitor, pensa se eu não tivesse comprado um voo com escala para a Cidade do México? Eu estaria chorando lá no aeroporto a minha passagem perdida e ainda teria que comprar outra. Nossa gente, quanta desinformação!

Aeroporto na Cidade do México

Bom, então, finalmente de uma vez por todas, eu sabia que poderia pegar o meu voo tranquilo agora para San José, graças a Deus. O voo foi tranquilo, durou umas três horas e até dormi no trajeto todo. Na Costa Rica, passar pela imigração foi mais tranquilo ainda. Eu já tinha visitado o país uma vez antes.

Fui livre, leve e solto para o meu hostel e correu tudo bem nessa minha viagem, ainda bem. Depois de tanta luta, pude aproveitar a minha viagem em paz.

Como quase perdi no aeroporto a minha viagem para o Chile

Quem viaja de avião já sabe que o recomendado para chegar no aeroporto é de três horas de antecedência para voos internacionais. E eu acabei saindo de casa 15h00, sendo que a decolagem era às 17h45. Ainda assim, eu não imaginava que fosse chegar tão em cima da hora no aeroporto de Guarulhos porque a minha irmã tinha dito que levava uma hora até lá.

Bem na hora que eu estava indo para o metrô Bresser de carro por aplicativo, a chuva começou a fazer o trânsito ficar mais demorado ainda. São Paulo não pode ver uma chuva que já tem congestionamento.

Quando cheguei no aeroporto já era mais de 16h30. Imagina só, então comecei a andar rápido em direção ao meu guichê já falando que eu estava em cima da hora para a atendente. Sorte que, nessa parte, não tinha fila. O perrengue estava me esperando depois da passagem das viagens internacionais.

Ah, só para localizar mais você, tem post dessa viagem aqui. E aí eu já estava com medo de perder o voo porque sabia que ainda tinha umas filas para passar e se tivesse muita gente esperando, eu não ia conseguir chegar no avião a tempo.

Meu Deus do céu, eu deveria ter ido mais cedo sem me importar em pagar um pouco a mais no Uber que estava cobrando bem mais caro que o normal por causa da chuva. Ainda mais que já tinha tido a frustrante experiência de perder um voo na Colômbia.

Depois que fui atendido no check-in, passei por aquela parte chiquérrima dos embarques internacionais. Estava com saudades de fazer aquilo. Entrei contente pelo recinto com a minha malinha de mão e a minha mochila.

Quando chego na fila para fazer o raio-x, veio o susto. Umas 35 pessoas estavam na fila para passar pelo que parecia ser somente uma esteira. Aí comecei a me debater já ali mesmo. A única saída foi andar até o começo da fila e implorar para a pessoa deixar eu passar na frente dela. Se ela não deixasse, o mico ia ser todo meu. Teria que continuar pedindo para furar fila até alguém deixar.

Chamei a moça que a era próxima de vez:

– Ei… – Ela hesitou um pouco, mas eu insisti.

– Ei, você pode vir aqui um minutinho? – falei rápido e aí ela veio meio reticente ou desconfiada.

– Oh, moça, você poderia deixar eu passar na sua frente? É que o meu voo é daqui a minutos, por favor… – Fui mostrando a minha passagem de embarque.

– Ah, sim, por mim não tem problema…

– Muito obrigado, muito obrigado – agradeci já mais aliviado.

Na frente desta moça, tinha outra amiga dela que viu o meu desespero e me deixou passar também.

Uma coisa que atrapalhou para sair logo da fila foi colocar o meu cinto da calça de volta porque o detector de metais apita com esses materiais. Na hora de colocar o meu cinto de novo, ele não estava encaixando, estava emperrando.

Aí, eu simplesmente deixei ele de lado e guardei na bolsa. Eu ganhei uns quilos. Então sabia que não ia passar vergonha de ver minha calça cair no meio do aeroporto.

Fui passando pelo corredor gigante que tem as salas de embarques e adivinha onde que era a minha? Bem no último portão, nem deu para dar uma olhadinha naquelas lojinhas.

Cheguei apressado no portão de embarque e já tinha pessoas entrando. Nessa hora, já fiquei bem mais tranquilo porque não tinha mais risco de perder o meu tão esperado voo para Santiago.

Aqui eu sentadinho no meu lugar no avião. Bem tranquilo. Voo garantido para Santiago? Sí, señor

Como é a Praia do Forte em Florianópolis

A praia do Forte em Florianópolis tem águas mais mornas e claras, ondas tranquilas e está localizada na região norte da ilha, do lado das praias de Jurerê Internacional e de Daniela. Você pode aproveitar para relaxar sem estar no meio da muvuca, pois o local tem um acesso menos fácil por estar praia meio isolado. Porém, caso você queira sentar almoçar ou comer algum petisco, também tem opções de restaurantes por perto.

Apesar do acesso não ser tão prático por causa de uma única via para descida e subida de carros, é claro que na alta temporada do verão, você sempre vai encontrar as praias de Florianópolis lotadas, ainda mais nos dias festivos e final de ano. Fora dessas datas, a praia do Forte não conta com muitos frequentadores que deixam a faixa areia aglomerada.

Tarde de verão em Floripa

O que eu mais gostei desta praia foi a água mais morna e as ondas mais tranquilas, o que é uma dádiva em comparação às outras praias de Floripa que podem ter águas frias ou geladas e ondas arrasadoras dependendo do dia.

Ondas do tipo “piscininha, amor” kkk

No canto direito, tem algumas pedras que você pode aproveitar para tirar suas fotos. Também o famoso forte está perto e é um resquício da história de Floripa. Se você preferir, pode visitar o lugar que é um museu.

Tire um tempinho para essa parada histórica

A paisagem no fim do dia nessa praia foi uma das mais bonitas que já presenciei, olha só esse céu na chegada da noite.

Lindo

Já que estou falando da Praia do Forte, não custa nada mostrar um pouco também de Jurerê Internacional que fica grudada. Eu particularmente, nunca me interessei em ir para a praia Jurerê por não achar a região tão bonita no quesito mar.

Mas, se você gosta de passar por regiões de casas de alto padrão e sentir um pouco do glamour desses locais, então recomendo uma rápida caminhada. Um dia eu acabei descendo em Jurerê Internacional para combinar com uns amigos para ir até a praia de Daniela.

Aproveitei para tirar algumas fotos pelo centrinho do bairro.

Bairro de Jurerê Internacional em Florianópolis
Dia ensolarado em Floripa
Debaixo da sombra da árvore esperando o meu carro de aplicativo

Caso você esteja na praia de Jurerê Internacional, no canto esquerdo, saiba que tem como chegar a pé até a Praia do Forte. Você só precisa subir um pouco o morro do forte, passar por ele e descer. Não tem como se perder.

Como aproveitei diversos lugares em Santiago no verão de 2022

Na última vez que eu tinha ido para Santiago era inverno. Neste ano de 2022, eu fui no verão e posso dizer que com certeza que aproveitei bem mais a cidade do que antes. Saí sem medo medo do frio para passear no Parque Forestal, no Parque Bustamante, pelo bairro Lastarria, Bella Vista, subi e desci de manhãzinha o Cerro San Cristóbal e visitei o famoso Cerro Santa Lucía também.

Fui observar o pôr do sol no famoso Sky Costanera que tem a vista mais alta da América Latina, passei pelo Mercado de Abastos, Plaza de Armas, no Centro Cultural de la Moneda e o Museu Bellas Artes. Tudo no centro.

Depois de vencer todas as burocracias para entrar no Chile, eu mereci passear por todos os lugares que pudesse. Ah, quando eu estava lá, alguns locais como a praça de alimentação do Costanera Center exigiram o Pase Movilidad, que é um documento que o governo te fornece para você passear por onde quiser sem ser barrado pelas autoridades. Se for para o Chile, é só obter esse documento aqui. Mas antes é preciso ter esses requisitos aqui.

Vamos lá vou falar sobre cada lugar que dá para conhecer melhor em Santiago no verão:

Lugares com natureza:

1 – Parque Forestal

O Parque Forestal fica no bairro de Providencia, próximo do centro. E é um dos mais bonitos de Santiago na minha opinião. As diversas árvores cheias de folhas no “estilo outono” deixam o ambiente ótimo para fotos. Lá eu consegui fazer uns passeios de manhã, no fim de tarde, ouvir minhas músicas e simplesmente relaxar na grama ou em um banco.

Circulando pelo parque Forestal

Esse parque vertical vai até depois do Museu Bellas Artes e também é bem frequentado pelos moradores à noite no fim de semana. Você não precisa ficar preocupado com a segurança, mas precisa tomar ser cauteloso e não ficar muito tarde por lá.

2 – Parque Bustamante

O Parque Bustamante está perto do Forestal e do metrô Bustamante. Esse parque tem algumas banquinhas que vendem artesanatos em um espaço amplo. Além disso, existem opções de restaurantes por perto caso você sinta alguma fome.

Em um dos dias em que estive pelo parque, eu vi um homem fazendo acrobacias em uma bicicleta pendurada por uma corda em um tronco de uma árvore. Algo que eu nunca tinha visto antes.

Parque Bustamante em uma tarde amena

3 – Cerro San Cristóbal

Não tem como ir para Santiago e não visitar o tão famoso e icônico Cerro San Cristóbal, né? Existem diversas formas de subir até o topo da montanha que tem uma vista espetacular da cidade. Eu subi e desci tudo andando, pois gosto de praticar exercício físico.

Caso você não queira andar muito, tem o que te teleférico que te leva pelo valor de aproximadamente R$ 25,00. Aqui vai o site da empresa do transporte.

A dica que dou é que na subida existe uma trilha que serve para cortar caminho, porém é mais árdua de ser enfrentada. Na descida, existem vários percursos que você pode escolher. Pergunta para alguém que trabalhe no local aonde você quer ir para não se perder como eu.

Vista do Cerro San Cristóbal com o Sky Costanera no fundo
Dá para ter noção do tamanho grande da cidade por causa da vista do Cerro San Cristóbal

Perdi o caminho, mas achei o letreiro do Chile

A parte boa de ter me perdido foi que passei por lugares que não teria ido e curti, como o Jardim Japonês.

Uma pequena parte do Jardim Japonês

4 – Cerro Santa Lucia

Esse indico para quando você estiver perto do Museu Bellas Artes. O Cerro Santa Ana é um refúgio natural com um bela vista bem no meio de uma cidade grandiosamente urbana. Aproveite a proximidade para passear também pelo bairro Lastarria repleto de restaurantes e arte.

No Cerro Santa Ana, é lógico que você não precisa se preocupar em se cansar muito, pois esse morro é pequeno. Lá é um lugar que pode ser frequentado como um parque em um fim de tarde e tem uma vista de uma parte da cidade de Santiago.

Vista do Cerro Santa Ana

Nos dias em que fui, não consegui passar muito tempo lá por causa das manifestações que estavam acontecendo de estudantes próximo do Cerro Santa. Por esse motivo o parque fechou mais cedo. O horário no verão é das 09h00 às 20h00.

Lugares com comércios, restaurantes, lazer e cultura

1 – Museu Bellas Artes

O Museo Bellas Artes é o mais antigo da América Latina. Quando visitei esse museu, a entrada foi gratuita. Na ocasião as exposições abordavam a produção cinematográfica do país. Esse museu fica perto do Parque Bustamante, do Cerro Santa Lucía e do bairro Lastarria, ou seja, você consegue visitar vários pontos em uma tacada, mas é lógico que vai precisar de tempo.

Museu Bellas Artes no fim da tarde e início da noite

2 – Bella Vista

Esse bairro é um reduto de variedades gastronômicas, músicas e diversão. No pátio Bella Vista, que é um centro comercial repleto de restaurantes e alguns com música ao vivo, você consegue escolher qual comida quer degustar. As opções no lugar são diversas, como comida peruana, mexicana, chilena, entre outras.

Eu optei por um restaurante de comida mexicana porque estava com uma amiga que conheci no México e decidimos comemorar e relembrar os velhos tempos de diversão em Playa del Carmen.

O restaurante escolhido foi o La Rosita. O ambiente tem um estilo mexicano bem forte, cheio de cores e uma decoração que te faz relembrar o México sim. Simplesmente amei e recomendo. Do lado da parte restaurante, tem a música ao vivo. Os cantores estavam bastante animados e mandaram bem nas diversas músicas.

Rosita é um restaurante que fica dentro do Pátio Bella Vista
Esse prato mexicano é uma delícia, pena que esqueci o nome
Selfie no espelho do banheiro da Rosita

3 – Costanera Center

Na verdade, o que tem de diferente no Costanera Center, que é um shopping, é o Sky Costanera que tem a vista mais alta da América Latina. Fora isso, você pode andar pelo shopping para comer, tomar alguma coisa ou fazer algumas compras pelas lojas.

Sobre os preços, eu posso afirmar que a maioria das coisas não têm valores convidativos. O Chile está mais caro do que antes. Sem dúvidas é um dos países mais caros que visitei para compras e comidas.

Apesar disso, acabei comprando uma blusa em um mercado dentro do Costanera Center pelo valor de R$ 50,00, porque tinha ido sem blusa para Santiago e ia passar uma noitada pela Bella Vista.

Costanera Center. Na praça de alimentação me pediram o Pase Movilidad para entrar nessa parte

4 – Sky Costanera

O Sky Costanera compete o posto de primeiro lugar com o Cerro San Cristóbal no quesito passeios com paisagens deslumbrantes.

Eu fui no Sky Costanera um dia antes de voltar para o Brasil. A vista desse mirador é panorâmica, são 360° graus de paisagem do alto do Costanera Center.

O melhor momento para observar a paisagem é no fim da tarde quando o pôr do sol está chegando. Lembrando que o pôr do sol é por volta das 20h00 no verão.

Neste dia, eu estava com a amiga chilena Mari e tiramos várias fotos juntos. Foi um fim de dia sensacional.

Eu e a Mari nos reencontrando no Chile depois de 5 anos de nos conhecermos no México
Tarde com vista deslumbrante no Sky Costanera
Um monte de prédios com uma vista das montanhas
Vendo o pôr do sol no Sky Costanera

O valor da entrada do Sky Costanera é de aproximadamente R$ 75,00. Em pesos chilenos o valor é de $ 15.000,00.

5 – Centro de Santiago

O centro tem vários pontos atrativos. Mas eu vou deixar um resumo do que não perder por lá do que eu conheci:

Plaza de Armas

Nela você pode parar um pouco para você observar como é o lugar bem no coração do centro. Por volta das 18h00, eu super recomendo ficar pela praça para você ver as manifestações artísticas locais que acontecem por lá e que têm pessoas de talento. Eu gostei.

Solzão na Plaza de Armas em Santiago

Centro Cultural de la Moneda no Palácio de la Moneda

Neste centro cultural moderno tem uma biblioteca no subsolo e o prédio possui diversas exposições gratuitas. A que mais gostei foi a que abordava as canções de ninar típicas do Chile. Tinha até musiquinhas cantaroladas gravadas em cada parte da exposição.

Essa é a entrada no Centro Cultural de la Moneda. É só descer as escadas para entrar no local

Mercado de Abastos e Mercado Municipal

Esse é um lugar para fazer a sua feira. No caso de Santiago, você vai encontrar um infinidade de frutas, verduras, legumes, etc.

Além disso, perto do mercado de Abastos tem o Mercado Municipal em que você pode aproveitar para experimentar alguma coisa regional como as famosas empanadas chilenas, por exemplo. Esse lugar é cheio de restaurantes.

Ruas Paris e Londres

Tem as ruas Paris e Londres que são curtas. Eu só recomendo esse passeio se você estiver hospedado muito próximo do centro porque em Bella Vista você tem o mesmo tipo de atrativos ainda maior e melhores.

5 – Bairro Lastarria

O fim de tarde é melhor momento para passear por lá, pois essa região é bem artística e boemia. Existem banquinhas na rua de diversas variedades como artes, bijuterias, roupas e outros acessórios.

As opções de restaurantes e cafeterias para tomar alguma bebida são várias. Você também pode encontrar um lugar para tomar o seu café da manhã. Até mesmo um cinema você tem na região.

Bônus

Em uma ruas próximas do Bairro Lastarria, especificamente em frente ao metrô da Universidade Católica e ao GAM que é o Centro Cultural Gabriela Mistral, todas as quartas e quintas-feiras, um monte de gente se reúne para dançar salsa cubana na praça. Eu simplesmente amei esse tipo de interatividade entre as pessoas.

Se você quiser participar, é só se inscrever no grupo do WhatsApp de salsa cubana. Vou deixar aqui o Instagram desse grupo que tem mais detalhes sobre os encontros.

Ah, eu vou deixar aqui também o meu Instagram com os vídeos dos passeios que fiz no Chile em 2016 e neste ano.