Como foi viajar pela primeira vez para fora do Brasil

Eu já tinha sonhado muito em pegar um voo para algum lugar fora do Brasil, porém não tinha condições financeiras de realizar esse propósito. Mesmo assim eu me atrevi a acreditar que ia conseguir. Até tinha feito um plano em um caderninho com os custos e os lugares para conhecer em Buenos Aires. Será que esse seria o meu primeiro lugar internacional para viajar de fato?

Depois de quase 1 ano deste plano, as coisas na vida profissional já tinham fluído muito. Então lá foi eu reservar a minha passagem e hospedagem em Buenos Aires. Nossa que emoção, eu nunca tinha pegado um avião sequer para nenhum lugar do Brasil, imagina para outro país. Calcula o tamanho da minha alegria.

Eu tinha comprado um voo de São Paulo com escala no Rio de Janeiro para Buenos Aires. Então sabia que ia ficar o dia todo viajando. O primeiro voo era às oito da manhã, por isso iria chegar por volta de umas seis horas da tarde na Argentina e feliz da vida.

O engraçado é que não foi uma viagem por um tempo de duas semanas ou um mês. Esse foi o início de uma aventura que durou quase 1 ano e meio por 12 países, e mais de 40 cidades. Pra quem não tinha experiência em viagem nenhuma no exterior, eu fiz uma grande coisa.

Na tarde anterior da minha viagem, lembro que tive o maior sufoco para fechar a minha mala de 20 kg que resolveu quebrar o zíper. Será que era porque eu queria levar praticamente o meu armário todo nela? Se você desse olhada dentro dele, só ia ver uns cabides que sobraram.

Respirei fundo para arrumar aquele zíper. Não dava para tentar comprar outra mala e eu não queria ter que arrumar tudo de novo e ter mais trabalho. Então deixei o zíper imóvel de lado e fui puxar o outro disponível. Ainda bem.

De noite me despedi da minha mãe que não estava acreditando que ia fazer essa viagem. Só quando ela viu a mala que acreditou. A despedida foi um momento que me deixou meio tocado. Nos abraçamos e eu prometi sempre ligar para dar notícias.

Levantei de madrugada para não ter risco de perder o voo por causa de atraso. Afinal quantas vezes já aconteceu de eu não poder ver um atraso que já queria chegar acompanhado dele.

Fui tomar o meu banho relaxante. Arrumei minhas coisas, me despedi outra vez de todo mundo que estava acordado (avó e mãe) e finalmente chamei o carro por aplicativo para o aeroporto de Guarulhos.

Acompanhado pela minha irmã na hora do check-in, a atendente no balcão pede os meus documentos para confirmar o voo e me pergunta:

– Você gostaria de ir em um voo direto para Buenos Aires? Vai sair às oito horas.

– Sim, claro – Nossa, que legal, não ia ter que pegar escala mais. Só eram três horas de voo direto. Depois disso, sabia que ali tinha começado a minha viagem com o pé direito.

Quando eu entro no avião, percebo que a minha poltrona não era comum, tinha um espaço maior e era cheia de botões. No outro compartimento do avião, tinha umas cadeiras mais econômicas, o que fazia todo o sentido para a minha passagem que também era econômica.

Fui tirar a dúvida com a aeromoça. Vai que depois querem cobrar uma taxa a mais por aquele assento que era da classe executiva, também apelidada de execurica por alguns influenciadores de viagem.

– Moça, olha a minha passagem, esse é o meu assento mesmo? – tentei confirmar com a aeromoça aquele equívoco.

– Sim, esse é o seu assento – me confirma. Lógico que eu não ia reivindicar o meu direto de ir classe econômica, né? Então já fui me acomodando e agradecendo a Jesus por ele ser tão legal.

O voo foi bem confortável. Comi à vontade e ouvi algumas músicas. Até um cobertor tinha para eu me enrolar na minha poltrona.

O legal de chegar no aeroporto de Buenos Aires foi ver aquelas plaquinhas em espanhol com instruções para onde ir. Foi aí que de fato já me senti em outro país.

No caminho até o meu apartamento alugado pelo Airbnb, eu reparei nas construções por onde passei que tinha um estilo mais clássico. No meu apartamento, no bairro de Palermo, eu fiquei de cara quando vi que tinha uma inesperada banheira. Será que quem gosta de passar um bom tempo no banho ia gostar?

Nossa, por mais essa ótima supresa eu não tinha esperado. Aquele banheira e eu. E eu e aquela banheira. Os dias de molho com músicas no celular tinham chegado, sem ninguém batendo na porta. Eu só amei. Fui muito feliz nesse meu novo caso de amor que durou um mês, mas que ficou marcado para a eternidade. Aquilo tudo era um sonho? Melhor, era real.

Olha quem eu encontrei andando pela ruas do bairro de San Telmo

João Pessoa, conheça 4 lugares imperdíveis

Você gosta de praias com águas mornas, cristalinas e areia clara? Então João Pessoa, capital do estado nordestino da Paraíba, é um destino imperdível para aproveitar o mar da Praia de Tambaú, as piscinas naturais de Picãozinho e a Praia do Jacaré, ideal para apreciar o pôr do sol. Na parte cultural e gastronômica, visite as diversas lojas no Mercado de Artesanato Paraibano.

Venha conhecer 4 locais espetaculares em João Pessoa, também apelidada de Jampa:

1 – Praia de Tambaú

A Praia de Tambaú é considerada uma das melhores da capital paraibana e por isso é a mais badalada. Lá você vai poder relaxar e se divertir em uma paisagem natural repleta de coqueiros, mar com ondas amenas, águas mornas, cristalinas e de cor esverdeada nas regiões mais afastadas da orla.

Perto desta praia, existe uma estrutura para você se hospedar, beber e comer com satisfação. Aproveite para experimentar a carne seca ou buchada de bode, pratos típicos regionais. No calçadão, quiosques estão disponíveis para tomar uma água de coco refrescante no calor do nordeste.

Mar calmo e beleza nervosa na beira da Praia de Tambaú
Reprodução/Instagram @tacionorton

2 – Piscinas naturais de Picãozinho

Nas piscinas naturais de Picãozinho, a única coisa ruim é a hora de ir embora. Nesta região que fica mar adentro da Praia de Tambaú, a uma distância de 1500 metros, a maré baixa acaba formando piscinas com águas cristalinas e mornas, onde é possível mergulhar e ver peixinhos de diferentes cores “passeando”.

O valor deste passeio pode custar de R$ 25 até R$ 50. É possível comprá-lo na Apetep (Associação dos Proprietários de Embarcações de Turismo de João Pessoa), que é uma das empresas disponíveis no calçadão de Tambaú. O trajeto da praia até o recife de Picãozinho dura em torno de 15 minutos. O tempo estimado do passeio de barco é de 3 horas.

Beleza paradisíaca no nordeste caribenho
Reprodução/Instagram @passear_turismo

3 – Praia do Jacaré


Na Praia do Jacaré, em Cabedelo, cidade próxima de João Pessoa, o momento mais lindo do dia para estar presente é no pôr do sol. Nada como observar os últimos segundos do dia com uma vista do horizonte do Rio Paraíba.

Caso prefira, você pode fazer o passeio de barco que é vendido na plataforma de frente ao mar. Outra opção seria pagar o couvert de entrada em um bar perto da orla, para garantir uma vista privilegiada da paisagem do fim de tarde.

O ponto alto desta praia é o pôr do sol
Reprodução/Instagram @betinho_99

Para deixar ainda mais charmosa a experiência, o saxofonista Jurandy toca um belo bolero em um pequeno barco que vai deixar a sua visita inesquecível. Nas proximidades da praia, existem restaurantes, quiosques e bares para beliscar algum petisco, comer uma tapioca ou fazer uma refeição completa e fechar o dia com chave de ouro.

5 – Mercado de Artesanato Paraibano

O Mercado de Artesanato Paraibano (MAP) possui dois andares, estilo colonial, teve a sua inauguração em 1991 e é considerado um ponto turístico indispensável. Muitos visitantes vão lá para comprar lembrancinhas que têm particularidades da arte local.

Além disso, as mais de 120 lojas oferecem roupas, redes, bordados, refeições e até doces típicos para você entender a cultura regional mais de perto. Se você preferir, é possível ir a pé da Praia de Tambaú até o MAP.

Passear no Mercado de Artesanato Paraibano é ver mais de perto a cultura da região
Divulgação/MAP

Endereço: Av. Sen. Ruy Carneiro, 241, Tambaú, João Pessoa, Paraíba
Horário: segunda a sábado das 9h às 19h, domingos das 9h às 15h.

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Rota 66 nos Estados Unidos é cenário de viagens reais e filmes

A Rota 66, nos Estados Unidos, que vai de Santa Mônica até Chicago, é uma das mais famosas estradas de filmes e também, pelo menos por mim, é um destino desejado, principalmente para aqueles que buscam uma road trip (viagem de carro) bem inspirados naqueles naquelas de cinema. Mas não é só estrada, não. Existem várias construções no meio do caminho para conferir.

A origem da Rota 66 é de 1938 e ela estava sendo desenvolvida para ser uma autoestrada que viria a criar 96 rodovias. Inicialmente foram projetados 4 mil km de extensão. No caminho é possível passar por 200 cidades e oito estados. Uma placa com o aviso “Mid Point” informa os viajantes da metade do caminho.

Bem na beira da Rota 66, tem o Museum Oklahoma. No local estão memórias, fotos e objetos antigos, a entrada custa US$ 7. Esse pode ser considerado um dos lugares mais emblemáticos da viagem.

Uall, que legal esse museu
Divulgação/Travel Oklahoma

Uma das curiosidades da estrada é o primeiro restaurante do MC Donald’s, que está na rota de San Bernardino, na Califórnia. Quem assistir ao filme Fome de Poder (The Founder), baseado em fatos em reais, vai poder rever a unidade da franquia de sucesso de lanches rápidos anos depois da construção.

Mc Donald’s, onde tudo começou
Reprodução/Embarquenaviagem

No estado do Texas, na cidade de McLean, está o museu do arame farpado, conhecido como Tribute To Barbed Wire.

Quem já imaginou que pudesse existir um museu de arame farpado?
Reprodução/TripAdvisor

Existem vários filmes que trazem a Rota 66 como cenário. O Na Estrada (On The Road) dirigido pelo brasileiro Walter Salles, em 2012, conta uma história baseada em fatos em reais relatada pelo escritor Jack Kerouac. Foram sete anos de viagem pela rota que originaram as experiências que foram parar no filme.

Uma longa distância não deixa de ter uma longa história
Reprodução/Acesso Cultural

Quem assistiu ao antigo Sem destino (Easy Rider, 1969) vai se sentir inspirado a fazer o mesmo trajeto. O filme conta a história de dois amigos que começam uma viagem de moto. Eles iniciam a jornada na cidade de Los Angeles e vão até New Orleans, onde haverá uma festa do Mardi Gras, que é algo equivalente ao carnaval no Brasil. Outros títulos como Forrest Gump, Golpe de Mestre e a série Route 66 têm também a estrada como cenário.

Sem Destino foi um dos filmes que se passam na Rota 66
Reprodução/MUBI