A severa lição de Harry Potter

Histórias de magia geralmente passam a impressão de um mundo fascinante sem impossibilidades, sem limites e sem problemas persistentes. Na vida real o avanço da ciência traz expectativas tão típicas quanto às de um leitor de Harry Potter.

E é vivendo em meio aos saltos da ciência que resumem várias décadas de pesquisa, como a revolução das clonagens para gerar órgãos sem perigos de rejeição, ou até mesmo salvar espécies em extinção, que a escritora de Harry Potter faz os leitores decolarem de uma realidade pretensiosa, para aterrissarem em um mundo fantástico, em que o mais impressionante é a não existência de magia, feitiço nem ritual que pode devolver a vida de alguém que parte para sempre…

Apesar de transfigurações, consertos improváveis e jatos de luzes coloridos, nem nesse mundo repleto de façanhas fantásticas de Harry Potter as pessoas puderam vencer a morte, sendo que, em suas histórias J.K. Rowling poderia ressuscitar seus personagens mortos com a simplicidade de um feitiço de levitação, no entanto, está aí a parte mais real de toda a história. 

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